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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estrada, 20 de fevereiro


Estrada, 20 de fevereiro
            Andar de carro por aqui é uma bagunça. Quer ver? Sabe aquelas listas que tem no chão das estradas e das ruas do mundo inteiro para dividir as pistas e ajudar a dirigir de noite? Pois bem, aqui não tem listas nem faixa alguma. Também não tem acostamento. Só tem o chão de cimento. No vidro de trás dos carros tem sempre escrito Horn, please,que quer dizer “buzine,por favor”. E eles buzinam sem parar. Para completar, como estamos cada vez mais dentro do deserto, imagina o que tem andando pelas pistas? Camelos! Um monte deles! Camelos que vão passando, carregando gente e coisas.
            Diário, você sabia que esses bichos podem tomar mais de setenta litros d’água em apenas dez minutos? Sabe quanto é isso? São mais de setenta garrafas de coca-cola litro. E os camelos tomam tudo isso sem canudo! E se fosse tudo isso de coca-cola, imagina o arroto...
            A Luísa queria que eu apagasse essa parte. Falou que arroto está sujando a página. Eu, hein!
            Bem, além dos simpáticos camelos, vimos um grupo de ciclistas, eram mais de vinte. Aí a gente pensou:”Nossa, como esses caras dão duro pedalando aqui no meio do deserto”. Mas depois passaram por nós uns trailers, que eram a mordomia dos ciclistas, com tudo o que eles precisavam. Ciclistas espertos.
            Agora a coisa mais legal que vimos no caminho foi um casamento. Aconteceu assim: passamos por uma casa e ouvimos muita gente cantando. A vovó perguntou ao Sanjeev o que estava acontecendo e ele disse que era um casamento, perguntou se queríamos ir lá ver. E nós fomos. Quem ia se casar era uma menina que devia ter a idade da Luísa. Ela estava com um sári bem bonito, verde e dourado, e com muitas joias de prata. Aliás, todas as mulheres e meninas da família estavam de colares, brincos, anéis e os braços cheios de pulseiras. A mãe da noiva usava mais de vinte pulseiras. Ah, é: tinha as pulseiras de tornozelo com sininho.
            As paredes da casa estavam todas desenhadas com flores; parecia desenho de pilô, mas vovó disse que era tinta. Nós achamos bem bonita a decoração. As indianas nos convidaram para entrar na casa e tomar um chá docinho. Lá fora as mulheres e alguns homens dançavam.
            Uma coisa diferente naquele casamento: não tinha noivo! Aí Sanjeev explicou  que os casamentos começam com os noivos separados: o noivo festejando com a família dele e a noiva com a dela. Depois ele vem vindo devagarinho até a casa dela. Pode levar muitas horas até o noivo chegar. Quando as famílias são ricas, ele vem num carro cheio de luzes.
            A noiva e o noivo ainda não se conheciam. Eles foram prometidos um ao outro pelas famílias. E se o noivo fosse feio? Vou torcer para essa menina ganhar um noivo bem bonito e legal. Mas não esperamos para ver. Já estava escurecendo e o Sanjeev achou melhor irmos embora. Vou ficar para sempre curiosa, sem saber como ele era. Fiquei imaginando a hora em que a menina e o noivo se vissem pela primeira vez – tão romântico! Pode ser que seja amor à primeira vista. Com a minha mãe e o meu pai foi assim. Eles se conheceram, ficaram apaixonados de primeira e quatro dias depois o meu pai pediu a minha mãe em casamento.
            Nossa avó contou que depois do casamento a menina-noiva ia morar na casa da família do noivo. Tomara que ela seja muito feliz!
                                                                                                                                             Júlia
                                                                                                          (Rio de Janeiro: Rocco, 2004. p. 78-9)
                                                                                                                         

Estudo do texto
1. Júlia, Luísa e a avó chegaram de carro à cidade de Estrada, conduzidas pelo motorista Sanjeev. Júlia ficou surpresa com o que viu. Retire do texto três coisas que surpreenderam a menina.

2. “Andar de carro por aqui é uma bagunça”, a palavra grifada indica:
(A) tempo                 (B) modo                     (C) causa                         (D) lugar

3. A expressão “é uma bagunça” sugere que o trânsito naquela cidade é:
(A) organizado                (B) confuso                    (C) congestionado                   (D) veloz

4. “Sabe aquelas listas que tem no chão...”, a palavra sublinhada faz referência a:
(A) faixas             (B) rotatória                    (C) cruzamentos                    (D) esquina

5. “Só tem chão de cimento”, significa que as estradas e ruas são:
(A) de terra             (B) de areia               (C) com pedras                  (D) asfaltadas

6. “...você sabia que estes bichos podem tomar mais de setenta litros d’água em apenas 10 minutos”. A palavra em destaque esta substituindo a palavra:
(A) ciclistas               (B) camelos                  (C) vidros                (D) deserto

7. A quantidade de água que o camelo toma tem relação com o fato dele ser um animal muito comum no deserto ou nas cidades próximas de desertos?
(A) Não, porque os camelos são capazes de viver sem tomar água.
(B) Sim, pois isso permite que ele fique vários dias sem beber água.
(C) Sim, pois isso faz com que ele precise tomar água o tempo todo.

8.Júlia compara a quantidade de água que o camelo toma com:
(A) litros de leite                                             
(B) quantidade de água consumida pelo ser humano
(C) garrafas de coca-cola
(D) garrafas de água

9. As brasileiras visitaram um casamento indiano. Segundo Júlia, a noiva devia ter a idade da prima Luísa, que está no 5º ano.
a) Dessa maneira podemos concluir que a noiva tinha entre:
(A) 7 e 8 anos                                             (C) 8 e 9 anos
(B) 14 e 15 anos                                         (D) 9 e 10 anos

b) No Brasil, essa idade é considerada ideal para o casamento?
(A) não, aqui a pessoa com essa idade é considerada idosa, ou seja, alguém que já não pode mais casar.
(B) Não, pois aqui a pessoa com essa idade é considerada criança, alguém que ainda deve crescer e estudar antes de casar.
(C) Não, pois aqui uma pessoa com essa idade precisa cuidar dos pais e dos  irmãos.
(D) Sim, pois aqui uma pessoa com essa idade já esta estudada e tem vida própria.

10. De acordo com a descrição feita por Júlia, podemos dizer que as noivas indianas são:
(A) vaidosas                (B) deselegantes            (C) simples                  (D) relaxadas

11. O casamento indiano revela muitas diferenças entre o nosso modo de vida e o dos indianos. Quais dos costumes relacionados abaixo são indianos? Identifique-os:
(A) Festa de casamento realizada em salões de festa ou na casa dos pais da noiva ou do noivo.
(B) Cada noivo festeja com sua família separadamente.
(C) Os noivos se conhecem antes do casamento
(D) Os noivos não se conhecem antes do casamento.
(E) Os noivos se casam porque foram prometidos um ao outro pelas famílias.
(F) Os noivos se casam porque se amam.

12. Na frase “Você sabia que estes bichos podem tomar mais de setenta litros d’água” foi empregado o apóstrofo (‘), sinal para indicar que uma letra foi eliminada.
a) Na expressão “d’água”, que letra foi eliminada?
R: ____________________________________________________________________________

b) Re-escreva a expressão empregando essa letra.
R: ____________________________________________________________________________

13. Na frase “Falou que arroto esta “sujando” a página, a palavra sublinhada pode ser substituída por:
(A) tornar feio                                                             (C) deixar limpo
(B) tornar bonito                                                         (D) deixar vazio

14. “Eles se conheceram, ficaram apaixonados de primeira, a palavra destacada pode ser substituída por:
(A) tempos depois                                            (C) à primeira vista
(B) no mesmo instante                                      (D) por último

15. Júlia diz que os ciclistas eram espertos porque:
(A) pedalavam muito
(B) andavam muito rápido
(C) empurravam suas bicicletas
(D) tinham trailers com tudo o que eles precisavam.

16. Na frase “...quatro dias depois meu pai pediu a minha mãe em casamento”, escrito por Júlia em seu diário:
a) Qual é o verbo?
(A) quatro                       (B) pediu                        (C) casamento                      (D) minha

b) O verbo da frase foi empregado no:
(A) passado                    (B) presente                        (C) futuro       

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O novo mundo


O novo mundo
            [...] virou moda na Europa a arte da navegação. É lógico que eu fiquei morrendo de vontade de viajar também. E, assim que eu soube que um tal de Cristóvão Colombo estava partido para as Índias, [...] me mandei para a Espanha.
            Mas, quando cheguei lá, Colombo tinha acabado de sair cm suas três caravelas, Nina, Pinta e Santa Maria. Ainda dava para ver as três embarcações sumindo no horizonte. Foi emocionante! mas eu tinha perdido a viagem! Que pena... Ainda não era dessa vez que eu ia viajar de caravela.
            Oito anos mais tarde, fiquei sabendo que um português chamado Pedro Álvares Cabral estava partindo com outra grande expedição marítima. Ele queria procurar um novo caminho para as Índias. Daí eu falei para mim mesma:
            — Essa chance eu não perco!
            Na mesma hora, [...] me mandei para Lisboa! A frota de Cabral era bem maior que a de Colombo. Tinha dez naus e três caravelas, e mil e duzentos tripulantes. Uma verdadeira cidade flutuante!
            Chegando lá, fui logo me apresentando para um tal de Pero Vaz de Caminha. Ele me achou muito divertida e me convidou para participar da viagem. É claro que eu não vacilei. Arrumei minhas malas e entrei na nau São Pedro imediatamente!
            A frota de Cabral saiu de Lisboa no dia 14 de março de 1500. Teve missa solene no porto e até o rei de Portugal, dom Manuel, foi. E logo as caravelas partiram rumo a imensidão do mar.
            No começo foi tudo muito bem. Todo mundo estava muito animado com a viagem. Então alguns navios se desgarraram da frota e sumiram. Eu olhei para um lado e para outro. Tudo o que se via era água, água, água... Comecei a ficar com um baita medo e pensei: “Onde é que eu fui me meter?”
            [...]
            Então veio a calmaria. Nenhum pio de vento no meio do mar. A gente ficava o dia inteiro sem fazer nada, de mau humor. [...] A gente achava que estava à deriva, no meio do oceano Atlântico. E todo mundo estava com medo de nunca chegar a lugar nenhum. E todo mundo tinha família...
            MAS NÃO! No dia 22 de abril, nós avistamos pássaros voando no meio do mar! Só existem pássaros voando próximos da terra... Então Cabral avistou um monte e berrou:
            — Terra à vista!
            Quando nós olhamos, vimos aquele lugar lindo, cheio de plantas, habitado só por índios. Foi uma grande emoção! A frota de Cabral não tinha chegado às Índias, não! Tinha descoberto o Brasil!
            Fiquei tão maravilhada com tantas belezas que disse para mim mesma:
            — Esse lugar é um paraíso! É aqui que eu quero morara!
            E foi assim que eu resolvi construir o meu próprio castelo e dei a ele p nome de Castelo Rá-Tim-Bum.
(Anna Muylaert. As Memórias de Morgana. São Paulo: Companhia das Letrinhas? Rede Cultura, 1996, p.36-8)
           


Estudo do texto
1. A frota de Cabral partiu:
(A) das índias              (B) de Portugal                 (C) da Espanha                  (D) do Brasil

2. Sabendo que a frota de Cabral partiu 8 anos depois da frota de Colombo, podemos dizer que Colombo seguiu sua viagem no amo de:
(A) 1490                     (B) 1508                       (C) 1.500                           (D) 1492

3. No trecho “Mas, quando cheguei lá...”, a palavra sublinhada refere-se à:
(A) Espanha               (B) Portugal                   (C) Índias                (D) porto

4. Em “Tinha dez naus e três caravelas, e mil e duzentos tripulantes”, o numeral destacado pode ser representado por:
(A) 1.020                         (B) 1.200                      (C) 1.002                      (D)2.010

5. Sabendo que Cabral partiu em 14 de março de 1500 e, chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500, podemos afirmar que a viagem durou:
(A) 8 semanas               (D) 8 meses                   (C) 8 dias                    (D) 8 anos

6. O que deixou Morgana com medo foi:
(A) a animação da viagem
(B) olhar  para os lados e ver apenas água
(C) não saber onde estava
(D) alguns navios se desgarrarem da frota e sumirem

7. A calmaria preocupava todo mundo porque:
(A) em meio a ela parecia que as naus estavam sem rumo
(B) isso fazia com que soubessem exatamente onde estavam
(C) não se ouvia um pio de vento
(D) ficavam o dia inteiro sem fazer nada

8. Em “é claro que não vacilei”, a palavra em negrito significa que a personagem:
(A) teve dúvidas         
(B) teve medo                 
(C) não teve dúvidas
(D) ficou indecisa

9. A história lida apresenta fatos reais e inventados. Os fatos reais, isto é, aqueles registrados na história do Brasil e do mundo são:
(A) a participação de Morgana, personagem do programa de TV, na viagem da descoberta do Brasil
(B) a construção do castelo Rá-Tim-Bum
(C) as viagens de Colombo e Cabral
(D) a amizade entre Morgana e os tripulantes

10. O texto recebe este título porque:
(A) as terras descobertas por Colombo e Cabral não pertenciam a nenhum dos continentes conhecidos
(B) não encontraram ninguém morando nas terras
(C) o local já era conhecido
(D) as terras já eram habitadas

domingo, 30 de dezembro de 2012

A chefona da família



Estudo do texto

1. A autora diz que uma mulher trocou o nome de batismo por “Mãe”, isto aconteceu porque:
(A) ela não gostava do nome de batismo
(B) ela havia acabado de nascer
(C) seu nome era estrangeiro e ninguém conseguia pronunciar
(D) ela se casou e teve filhos

2. A mãe de nossos personagens são consideradas chatas por que:
(A) são exigentes                                           
(B) cobram muitas coisas das crianças
(C) deixam os filhos fazer tudo o que quer
(D) não ligam para os filhos

3. Em “Deixou o leite derramar...”, a reticências foi usada para:
(A) indicar a continuidade de uma ação ou fato
(B) indicar a interrupção de um pensamento
(C) realçar uma palavra
(D) deixar o sentido da frase em aberto, permitindo a interpretação pessoal do leitor.

4. De acordo com a autora, é um alivio para a mãe quando todos saem de casa, isto porque quando não tem ninguém em casa ela pode:
(A) fazer todo o serviço de casa
(B) sair para passear
(C) assistir televisão
(D) dormir quando quiser

5. Transcreva do texto o trecho que mostra qual a rotina de mãe de Pedrinho.

6. A fisionomia do pai de Pedrinho no sexto quadrinho mostra que o pai está cansado:
(A) de trabalhar                                         
(B) da bagunça do filho
(C) da irritação da esposa
(D) de ficar em casa

7. No oitavo quadrinho, Pedrinho colocou a língua para fora por que:
(A) a mãe mandou ele fazer o dever de casa
(B) a mãe vai levá-lo ao parque
(C) vão até a padaria
(D) a mãe vai levá-lo ao dentista

8. Retire do texto o trecho que explica por que a mãe de Pedrinho chorou ao ver a lição de casa do menino.

9. Chiquita concordou com a mãe do amigo por que:
(A) mãe realmente não faz nada
(B) mãe trabalha muito
(C) todas as mães trabalham fora
(D) todas as mães dormem o dia todo.

10. O pai de Pedrinho detesta:
(A) trabalhar                             
(B) dormir
(C) passear
(D) comida fria

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A morte da tartaruga



De papo com o texto
1. O menino Maluquinho chorou ao ver a tartaruga morta porque ele tinha:
(A) medo da tartaruga
(B) preocupação ecológica
(C) nojo da tartaruga
(D) raiva da tartaruga

2. As palavras Morta, A Filomena e Apenas, aparecem em destaque no texto para indicar que o menino está:
(A) chorando               (B) rindo                (C) gritando                 (D) desanimado

3. A fala que aparece no balão do primeiro quadrinho pertence:
(A) a mãe do Menino Maluquinho
(B) à tartaruga
(C) ao menino Maluquinho
(D) ao escritor

4. Por que a palavra “oi”, que aparece no décimo quadrinho, foi riscada?
(A) Porque o Menino Maluquinho escreveu com a ortografia errada.
(B) Porque ele queria se despedir e não cumprimentar.
(C) Porque o autor da história não gostou dessa palavra.
(D) Porque o Menino Maluquinho preferiu que o homem da imagem cumprimentasse com “Alô”.


O sapateiro e od duentes


O sapateiro e os duendes
                Era uma vez um sapateiro que trabalhava duro e era muito honesto. Mas nem assim ele conseguia ganhar o suficiente para viver. Até que, finalmente, tudo o que ele tinha no mundo se foi, exceto  quantidade de couro exata para fazer um par de sapatos. Ele os cortou e deixou preparados para montar no dia seguinte, e deixou preparados para montar no dia seguinte, pretendendo acordar de manhã bem cedo para trabalhar. Apesar de todas as dificuldades, tinha a consciência limpa e o coração leve, por isso foi tranquilamente para a cama deixando seus problemas aos cuidados dos céus, e adormeceu. De manhã cedo, depois de dizer suas orações, preparava-se para fazer seu trabalho, quando, para seu grande espanto, ali estavam os sapatos, já prontos, sobre a mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou pensar deste estranho acontecimento. Examinou o acabamento: não havia sequer um ponto falso no serviço todo e era tão bem-feito e preciso que parecia uma perfeita obra de arte.
                Naquele mesmo dia apareceu um cliente e os sapatos agradaram-lhe tanto, que teria pago um preço muito acima do  normal por eles; e o pobre sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para fazer mais dois pares. Naquela noite, cortou o couro e não foi para a cama tarde porque pretendia acordar e começar cedo o trabalho, pois, quando acordou pela manhã, o trabalho já estava acabado. Vieram então compradores que pagaram generosamente por seus produtos, de modo que ele pôde comprar couro suficiente para mais quatro pares. Ele novamente cortou o couro à noite, e encontrou o serviço acabado pela manhã, como antes; e assim foi durante algum tempo: o que era deixado preparado à noite estava sempre pronto ao nascer do dia, e o bom homem prosperou novamente.
                Certa noite, perto do Natal, quando ele e a mulher estavam sentados perto do fogo conversando, ele lhe disse, “Gostaria de ficar observando esta noite para ver quem vem fazer o trabalho por mim”. A esposa gostou da idéia. Eles deixaram, então, uma lâmpada ardendo e se esconderam no canto do quarto, por trás de uma cortina, para observar o que iria acontecer. Quando deu a meia-noite, apareceram dois anõezinhos nus que se sentaram na bancada do sapateiro, pegaram o couro cortando e começaram a preguear com seus dedinhos, costurando, martelando e remendando com tal rapidez que deixaram o sapateiro boquiaberto de admiração; o sapateiro não conseguia despregar os olhos do que via. E assim prosseguiram no trabalho até terminá-lo, deixando os sapatos prontos para o uso em cima da mesa. Isso foi  muito antes do sol nascer; logo depois eles sumiram depressa como um raio.
                No dia seguinte, a esposa disse ao sapateiro, “Esses homenzinhos nos deixaram ricos e devemos ser gratos a eles, prestando-lhes algum serviço em troca. Fico muito chateada de vê-los correndo para cá e para lá como eles fazem, sem nada para cobrir as costas e protegê-los do frio. Sabe do que mais, vou fazer uma camisa para cada um, e um casaco, e um colete, e um par de calças em troca; você fará para cada um deles um par de sapatinhos”.
                A ideia muito agradou o bom sapateiro e, certa noite, quando todas as coisas estavam prontas, eles as puseram sobre a mesa em lugar das peças de trabalho que costumavam deixar cortadas e foram se esconder para observar o que os duendes fariam. Por volta da meia-noite, os anões apareceram e iam sentar-se para fazer o seu trabalho, como de costume, quando viram as roupas colocadas para eles, o que os deixou muito alegres e muito satisfeitos. Vestiram-se, então, num piscar de olhos, dançaram, deram cambalhotas e saltitaram na maior alegria até que finalmente saíram dançando pela porta em direção ao gramado, e o sapateiro nunca mais os viu: mas enquanto vive, tudo correu bem para ele desde aquela época.
                               (Irmãos Grimm. Contos de fadas. Tradução Celso M. Paciornik. São Paulo, Iluminuras, 2002)

De papo com a turma
1. Você descobriu quem ajudou o sapateiro? Conte para os colegas como você pensou para descobrir?
R: Quem ajudou o sapateiro foram dois anõezinhos, que confeccionaram sapatos para eles.

2. É possível saber quando se passa essa história?
R: Não. Como todo conto de fadas, é uma narração atemporal, indicada pela expressão “Era uma vez”.

3. Você conhece outras histórias de duendes?
R: Resposta pessoal

De papo com o texto
1. É possível afirmar que este conto é um conto de fadas porque:
(A) tem a presença de um sapateiro
(B) inicia-se com o era uma vez e tem a presença de duendes
(C) tem um profissional honesto e trabalhador
(D) a presença de duendes e acontecimentos mágicos não fazem parte de um conto de fadas.

2. Os personagens dom texto são:
(A) o sapateiro e a mulher
(B) os duendes e o sapateiro
(C) os duendes e a mulher
(D) o sapateiro, a mulher e dois duendes

3. O lugar onde a história acontece é:
(A) a casa do sapateiro
(B) na floresta
(C) na casa dos duendes
(D) em uma sapataria

4. As características que indicam que o sapateiro era do bem é:
(A) é preguiçoso e desonesto
(B) trabalha muito mas é desonesto
(C) trabalha muito e é honesto
(D) trabalha muito, mas não tem coração puro

5. Como o sapateiro conseguiu comprar o couro?
(A) com o dinheiro da venda do sapato que os duendes fizeram
(B) com o dinheiro da venda sapato ele vez
(C) com o dinheiro da venda dos sapatos que a esposa dele vez
(D) com o dinheiro da venda dos sapatos que a uma loja comprou.

6. O sapateiro e sua esposa descobriram que os duendes os ajudavam na época do:
(A) ano novo
(B) do seu aniversário
(C) nas vésperas do natal 
(D) nas vésperas das férias escolares

7. O que aconteceu com o sapateiro, depois que os anõezinhos de visitá-lo?
(A) tudo correu bem depois que o sapateiro morreu
(B) enquanto viveu, tudo correu bem para o sapateiro
(C) enquanto viveu, tudo correu bem para os anõezinhos
(D) enquanto viveu, tudo correu bem para a esposa do sapateiro

Arquelologia


Arqueologia


            Cerâmicas, pedras, talhas, metais, ossadas de animais e seres humanos, restos de plantas, pinturas em rochas são algumas das marcas deixadas pelos homens primitivos nos lugares onde viveram.
            Esses verdadeiros tesouros arqueológicos não são encontrados por acaso. Para descobri-los e decifrar o significado de cada marca encontrada, os especialistas – chamados arqueólogos – fazem buscas cuidadosas em áreas onde aparecem vestígios de vida dos homens do passado.
            Nos sítios arqueológicos, onde há indícios da passagem de homens pré-históricos, os arqueólogos fazem escavações com o uso dos mais variados materiais, que vão desde colheres e pás de pedreiro, peneiras e baldes, até instrumentos muito sofisticados.
            Depois, pincéis são usados para limpar com delicadeza os objetos encontrados, que ainda são fotografados em seus locais de origem. Por fim, tudo o que foi descoberto é cuidadosamente embalado.
            Quem pensa que aí termina o trabalho do arqueólogo, se engana. Na verdade, depois da descoberta, o estudo se aprofunda muito mais.
            Os objetos embalados são envolvidos para laboratórios e muitas pesquisas são feitas a partir daí, para desenvolver a história e a cultura dos povos que produziram e utilizaram.
                        Fonte de pesquisa: revista Superinteressante e revista Ciência Hoje das Crianças
                                       


1. As pinturas provam:
(A) a existência de homens modernos que vivem nas cidades grandes, onde as fotos foram compradas.
(B) a existência de animais selvagens que vivem nas florestas, onde as fotos foram tiradas.
(C) a existência de homens primitivos que viveram nos lugares onde as pinturas foram encontradas
(D) a existência de homens primitivos que vivem os lugares onde as pinturas foram encontradas.

2. Em sua opinião, outros tipos de animais poderiam ter deixado essas marcas?
(A) sim, pois eles possuem recursos e inteligência suficientes para criar as imagens e objetos descobertos.
(B) sim, porque embora não possuíssem materiais adequados, possuíam uma inteligência fora do comum que lhe dão a capacidade para desenhar as imagens e, construir os objetos.
(C) não, pois só os homens têm materiais adequados para realizar as pinturas e construir os objetos.
(D) não, pois só os homens têm inteligência para construir esses objetos e usá-los como instrumentos ou fazer tais pinturas como meio de comunicação.

3. No trecho “Para descobri-los e decifrar o significado de cada marca...”, a palavra em destaque pode ser substituída por:
(A) ler e compreender uma coisa obscura ou escrita em cifras
(B) adivinhar
(C) conhecer o gênio
(D) executar á primeira vista

4. No trecho “fazem buscas cuidadosas em áreas onde aparecem vestígios de vida dos homens do passado”, a palavra em destaque significa:
(A) pegada                                          (C) sobra
(B) rastro                                             (D) quantidade muito pequena

5. Em “Nos sítios arqueológicos há indícios da passagem de homens pré-históricos”, a palavra em destaque pode ser substituída por:
(A) marcas               (B) sinais              (C) provas              (D) princípios

6. Em suas escavações, os arqueólogos usam:
(A) enxada, retro escavadeira e tratores
(B) pás de pedreiro, peneiras e baldes
(C) pincéis, máquina fotográfica, concha
(D) enxada, pás de pedreiro e máquina fotográfica

7. De acordo com o texto, os arqueólogos costumam encontrar:
(A) esqueletos, casa abandonadas, máquinas quebradas, restos de plantas, pinturas em rochas.
(B) cerâmicas, pedras talhadas, casas abandonadas, restos de plantas e pinturas em rochas
(C) cerâmicas, pedras talhadas, ossadas de animais e seres humanos, restos de plantas, pinturas em rochas
(D) máquinas quebradas, casas abandonadas, ossos de animais e seres humanos, restos de plantas e pinturas em rochas.

8. O texto serve para:
(A) ensinar a fazer escavações
(B) informar sobre as descobertas arqueológicas
(C) contar sobre um tesouro encontrado pelos piratas
(D) informar como são formados os sítios arqueológicos.